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Presidente de agência industrial é o favorito para assumir Ministério da Indústria

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BRUNO BOGHOSSIAN E MARIANA CARNEIRO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Guto Ferreira, é o nome favorito para assumir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Ele deve ser indicado ao posto pelo PRB, partido que comanda o ministério. A nomeação ainda depende de uma consulta formal à bancada de deputados da sigla e ao presidente Michel Temer.

Ferreira tem o apoio do futuro líder do PRB na Câmara, Celso Russomanno (SP), de integrantes da cúpula do partido e do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

O PRB deve indicar o novo ministro da Indústria nas próximas semanas. O cargo ficou vago com a saída de Marcos Pereira, presidente do partido, que pediu demissão nesta quarta-feira (4).

O secretário-executivo, Marcos Jorge de Lima, comandará a pasta até que uma decisão seja tomada. Ele terá que deixar o cargo em abril para disputar eleições em Roraima.

O nome de Guto Ferreira já começou a ser trabalhado nos bastidores, em busca de apoio entre empresários e políticos.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que Ferreira seria uma opção "excelente". "Ele já conhece a estrutura da pasta e poderia fazer um ótimo trabalho desde já", afirmou.

O presidente da ABDI também tem bom trânsito na bancada do PRB. Ele é próximo de Celso Russomanno e integrou o comitê de campanha do deputado à prefeitura de São Paulo em 2012. "Vamos consultar a bancada nos próximos dias, mas é um ótimo nome", disse o parlamentar.

Ferreira também é ligado ao próprio Marcos Pereira, que o indicou em junho de 2016 para comandar a ABDI -agência vinculada ao Ministério da Indústria.

No Palácio do Planalto, há disposição em acatar a indicação feita pelo partido.

"Sem dúvida, a sucessão no ministério passa pelo PRB. Não só por integrar a base do governo, mas também porque Marcos Pereira foi um excelente ministro. E muita gente duvidava no início", disse o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo).

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