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Com discurso mais comedido, Doria recebe homenagem em Minas

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DANIEL CAMARGOS

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), desacelerou o tom do discurso de presidenciável ao receber, na noite desta quinta (7), a medalha do Mérito Legislativo na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Doria foi o orador da cerimônia, mas se comparado ao discurso que fez naúltima vez que esteve na capital mineira, em setembro, foi bem mais comedido.

Dessa vez, não fez ataques diretos a outros pré-candidato à Presidência, como o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas, e se posicionou como um político de centro.

"Não será a existência de movimentos de esquerda e da direita que vão impedir o verdadeiro Brasil, o país que quer ir para frente", avalia o prefeito de São Paulo.

Ao ser questionado pela reportagem sobre a o motivo de ter diminuído o tom, o prefeito disse que o discurso dele é sempre tranquilo, mas "incisivo".

"Discursei em nome de todos que foram agraciados e, em respeito a todos que foram homenageados, eu fui menos contundente, talvez", justificou.

A Câmara Municipal concedeu a medalha a 48 pessoas, mas apenas 38 compareceram para receber a condecoração. Um dos ausentes foi o também presidenciável Ciro Gomes (PDT), que avisou em cima da hora que não compareceria.

Doria, ao ser questionado sobre a ausência deCiro, provocou: "Já sabia que ele poderia ser homenageado e estou aqui. Não tenho medo de cara feia e de ninguém".

Em agosto, a Comissão de Administração da Assembleia Legislativa de Minas Gerais negou o título de cidadão honorário ao prefeito de São Paulo.­­ O pedido havia sido feito por um deputado do DEM, mas foi derrubado na comissão, com maioria ligada ao governador Fernando Pimentel (PT)

APOIO AO PADRINHO

No sábado, o PSDB elegerá o presidente da legenda, que substituirá o senador Aécio Neves. Doria afirmou que participará da convenção e ajudará aeleger o governador Geraldo Alckmin para o comando do partido.

De acordo com prefeito, o gesto do governador de Goiás, Marcone Perillo e do senador Tasso Jereissati (CE), de abrirem mão da disputa para apoiarem o governador de São Paulo, deve ser repetido.

"O melhor para o Brasil é uma opção de centro, equilibrada, integradora e que permita ao país ter uma linha no horizonte para frente, e não à esquerda e não à direita."

Doria afirmou ainda que deseja que o PSDB apoie a o presidente Michel Temer (PMDB) na votação da reforma da Previdência.

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