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Lula defende retomada de obra parada sob suspeita de fraude no RJ

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CATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL

ITABORAÍ, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (7), retomada de obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), paralisada em decorrência de investigações da Lava Jato.

Em um carro de som diante do portão, Lula chegou a afirmar que, se o complexo for vendido e ele for eleito, seus compradores, provavelmente chineses, terão que "sentar para negociar" com o governo.

"A Lava Jato recuperou R$ 1,4 bilhão. Isso representa um terço do que foi roubado. Os outros dois terços ficaram com os ladrões", afirmou.

O TCU (Tribunal de Contas da União) calcula que R$ 544 milhões foram desviados.

O Comperj tinha previsão de custo de US$ 8 bilhões e geração de 200 mil empregos. Hoje, 27 mil trabalhadores estão sem emprego.

O ex-governador Sérgio Cabral é um dos acusados de recebimento de propina na execução dessa obra, segundo delatores.

"Não sei por que ela parou. Mas não é correto estar parada", discursou Lula.

O ex-presidente reclamou do aparato policial destacado para impedir sua entrada no complexo para visita ao canteiro de obras.

Por duas vezes Lula afirmou não saber "qual foi o canalha" que acionara a PM para inviabilizar o acesso ao complexo, cujo portão se manteve fechado.

Segundo petistas, essa teria sido uma orientação da presidência da Petrobras.

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