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Vamos estender a mão a quem bateu panela, afirma Lula

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CATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL

CAMPOS, RJ (FOLHAPRESS) - Prevendo turbulência em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quarta-feira (6), que estenderá as mãos àqueles que se manifestaram pelo afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo Lula, os apoiadores do impeachment devem estar arrependidos.

"Aqueles que foram bater panela, aqueles que foram para as ruas apoiar o golpe, não têm mais panela para bater. Estão batendo a cabeça na parede de arrependimento. Não vamos tratá-los com indiferença. Vamos estender a mão e dizer 'vem para cá, companheiro'", afirmou Lula, acrescentando que "é sempre tempo para a gente aprender".

Ao discursar para alunos do Instituto Federal, na cidade de Campos de Goytacazes (RJ), Lula afirmou que os defensores do ajuste fiscal "estão falando um monte de merda". Ele fez a afirmação ao pregar investimentos na saúde em detrimento de cortes do governo Temer.

"Eles vão falando um monte de merda. E tem gente acreditando. Tudo se deve ao ajuste fiscal.", afirmou.

Na terceira etapa da versão 2017 de sua caravana, Lula disse aos alunos: "Se preparem. 2018 será um ano turbulento".

Antes da chegada do petista ao instituto, houve um confronto entre um manifestante e um integrante da comitiva. Usando coturno e vestido de preto, um rapaz começou a filmar com celular os apoiadores de Lula.

Vestindo uniforme laranja, em apoio à Petrobras, o militante petista arrancou o celular da mão do manifestante.

O rapaz agarrou o petista pela cintura, levantou-o e jogou-o ao chão. A polícia interveio e imobilizou o manifestante, que, na queda, machucou a testa.

MORO

Lula disse em entrevista à rádio Continental AM, em Campos (RJ), que se sente indignado com a Operação Lava Jato.

Ele afirmou que a Lava Jato produz prejuízos ao trabalhador ao punir empresas, em vez da pessoa física.

Questionado se não teria dito isso ao juiz Sergio Moro, Lula respondeu que sim. "Acho que o Moro é surdo. Não ouve o que falo", afirmou.

Ao dizer que existe uma campanha para impedir sua volta à Presidência, Lula negou que o juiz seja seu idealizador.

"Moro é o instrumento", afirmou o petista. "Tenho indignação com o comportamento da Lava Jato."

Procurado pela Folha, o magistrado de Curitiba disse via assessoria de imprensa que não irá comentar as declarações.

tiroteio

Um tiroteio na Rocinha, na zona sul carioca, fez com que a comitiva do ex-presidente desistisse do projeto original de uma visita à favela na manhã de sábado (9), no Rio. Lula deverá se reunir com artistas e intelectuais na capital.

O ex-presidente realiza a sua terceira caravana em 2017, desta vez por Espírito Santo e Rio, na que é considerada a etapa mais difícil de suas viagens pelo Brasil em razão de possíveis manifestações.

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