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Meirelles fez uma análise sociológica sobre PSDB, diz Temer

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LEANDRO COLON E GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (5) não ter considerado agressiva a declaração do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, contra o PSDB.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro disse que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não será o candidato do governo para a sucessão presidencial e que falta "comprometimento claro" do PSDB com as reformas governistas.

"Eu acho que ele fez uma declaração de acordo com as concepções dele, mas nada agressivo em relação ao PSDB. Não achei que a fala tenha sido agressiva. Foi uma análise, digamos, sociológica", disse, ao ser questionado pela reportagem.

O presidente falou com jornalistas durante almoço em homenagem ao presidente da Bolívia, Evo Molares, promovido no Palácio do Itamaraty.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que Meirelles falou em nome do PSD, partido ao qual é filiado, e não do governo.

"Eu acho que o Meirelles falou mais em nome do seu partido. A ideia do bloco [partidário] que o presidente defende não exclui ninguém e, por óbvio, não tem compromisso por enquanto com ninguém", disse.

Padilha disse não acreditar que a declaração de Meirelles possa fazer com que a bancada tucana vote contra a reforma previdenciária.

"O PSDB e o governador compreendem que há uma distinção", disse.

As críticas de Meirelles, no entanto, aprofundaram a crise entre tucanos e o governo às vésperas da última tentativa de se votar ao menos o primeiro turno da proposta.

A avaliação no partido é de que, ao dizer que o candidato do governo à Presidência não será o governador e que os tucanos seguem a direção de não apoiar a gestão Temer, Meirelles se mostra "ótimo técnico, mas péssimo político".

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