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Criador do Festival Internacional da Canção, Augusto Marzagão morre aos 88 anos

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ANDRÉ BARCINSKI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O jornalista e executivo Augusto Marzagão morreu em 28 de novembro no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Marzagão tinha 88 anos e foi um nome importante na arte e política brasileiras.

No fim dos anos 1960, criou o Festival Internacional da Canção, o FIC, realizado no Maracanãzinho e transmitido pelas TVs Rio e Globo. O festival, que durou de 1966 a 1972, lançou canções como "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque, "Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré, e "Fio Maravilha", de Jorge Ben, entre muitas outras.

Paulista de Barretos, Marzagão foi seminarista, mas abandonou a vocação religiosa e foi para São Paulo aos 18 anos, onde trabalhou como repórter policial e foi secretário particular de Jânio Quadros no governo do estado, no fim dos anos 1950. Posteriormente, foi secretário particular do presidente José Sarney e secretário de Comunicação Institucional do presidente Itamar Franco. Também foi colunista da Folha e do jornal "O Globo".

Marzagão também foi um destacado executivo da rede de televisão mexicana Televisa, onde trabalhou por cerca de duas décadas, chegando à vice-presidência da rede. Foi por sugestão de Marzagão que Silvio Santos importou para o SBT dois programas que se tornariam grandes sucessos de público no Brasil: a novela "Os Ricos Também Choram" e o humorístico "Chaves".

Augusto Marzagão foi casado três vezes e teve dez filhos. Uma de suas netas, Mariana, disse ao jornal "O Globo" que Marzagão tinha mal de Parkinson e foi internado com pneumonia há cerca de 15 dias. Ele morreu por insuficiência respiratória.

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