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Deputado dá voz de prisão a ativista do Nas Ruas em confusão na CPI da JBS

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ANGELA BOLDRINI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Durante confusão após o final da sessão da CPI da JBS, nesta quinta-feira (30), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) deu voz de prisão para a ativista Carla Zambelli, presidente do movimento NasRuas, grupo que se notabilizou pela defesa do impeachment de Dilma Rousseff.

Zambelli havia questionado o parlamentar a respeito de críticas feitas ao juiz federal Sergio Moro durante depoimento do advogado Rodrigo Tacla Durán na sessão da CPI. Ele acusa um amigo do juiz, Carlos Zucolotto Junior, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

O deputado não respondeu às perguntas, e a ativista continuou, afirmando que ele tem medo do juiz responsável pela Lava Jato. "O senhor tem medo do juiz Sergio Moro, deputado. A hora que o senhor perder o foro privilegiado, o senhor vai encontrar com ele, viu?"

Pimenta é listado no "departamento de propina" da empreiteira Odebrecht sob o apelido de "Montanha", segundo a delação de executivos da empresa.

O deputado disse então que ela deveria "ir trabalhar". "Eu estou trabalhando, diferente de vocês que estão roubando", retrucou Zambelli para Pimenta e o também deputado petista Wadih Damous (PT-RJ).

Nesse momento, o parlamentar gaúcho pede que a mulher seja retirada pela Polícia Legislativa do Senado.

Zambelli foi levada por policiais para prestar esclarecimentos na delegacia que fica no subsolo do Congresso Nacional. O deputado Paulo Pimenta também seria conduzido para o local, informaram policiais legislativos.

"Nós viemos porque recebemos uma denúncia de que estavam fazendo críticas ao juiz Sergio Moro", afirmou Fabio Constantino, do movimento Avança Brasil.

A confusão foi transmitida ao vivo pela página do movimento NasRuas. Zambelli é figura frequente nos corredores do Congresso desde o início do processo de impeachment contra a então presidente petista Dilma Rousseff.

Em 2015, ela chegou a se algemar com outros manifestantes na Câmara pedindo que o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatasse o pedido de cassação da presidente.

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