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Contra discurso de 'salvador da Pátria', Novo lança pré-candidatura de Amoêdo

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GABRIELA SÁ PESSOA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O banqueiro João Amoêdo, 55, quer disputar a Presidência em 2018 como a novidade fora da política da tradicional, rejeitando o discurso de "salvador da pátria". Foi essa a toada do anúncio de sua pré-candidatura neste sábado (18), no encontro nacional do Partido Novo, em São Paulo.

"Não gosto de falar das pessoas, temos que discutir ideias. Chega da noção do salvador da pátria, do candidato mais viável. Temos que procurar a melhor proposta", ele disse a cerca de mil filiados, em um auditório do hotel Maksoud Plaza, na região da avenida Paulista.

Além da pré-candidatura de Amoêdo, que é fundador do Novo e colunista da Folha de S.Paulo, a legenda planeja lançar quatro nomes para governador: Romeu Zema, em Minas Gerais; Mateus Bandeira, no Rio Grande do Sul; Alexandre Guerra, no Distrito Federal; e quer convencer o técnico de vôlei (e empresário) Bernardinho a disputar o governo do Rio.

Os quatro participaram do congresso partidário. Bernardinho não assumiu se irá ou não tentar a cadeira no Palácio Guanabara. Disse apenas que "mais do que nunca, o Brasil precisa" de renovação política, que "todos temos que nos candidatar e liderar as nossas pequenas ou grandes paróquias", que o momento de descrédito de partidos tradicionais é oportuno para neófitos, como o Novo.

O coro da militância ("ê ô ê ô, Bernardinho governador") não adiantou numa decisão naquela hora. A jornalistas, ele disse que a decisão só virá em abril e depende de definições em contratos de trabalho, além de sua família. E que, mesmo se não for candidato, deverá apoiar algum nome, caso esteja de acordo com algum postulante a governador do Rio.

PLATAFORMA

Com a ajuda de uma apresentação de "slides" projetada em um telão -o recurso foi uma constante no evento-, Amoêdo resumiu suas propostas: liberdades individuais, diminuição do papel do Estado e investimento em educação básica.

Mais cedo, o economista Gustavo Franco, ex-tucano recém-filiado ao Novo, havia detalhado como será a agenda econômica da sigla, de orientação liberal.

Ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Franco se encarregará do pensamento do partido, por meio da Fundação Novo.

O encontro também serviu para divulgar aos filiados o programa Desperta Já!, para incentivar a militância a divulgar as ideias do partido, participar de ações voluntárias em seus bairros e fazer pesquisas "corpo a corpo", para captar as demandas de eleitores.

A estratégia tem inspiração nas ações do "En Marche!", partido do presidente francês Emmanuel Macron, eleito neste ano como novidade política.

"O nosso problema é o Novo ser conhecido", disse Amoêdo, ao pedir o engajamento dos partidários.

Sem peso na Câmara, a sigla terá entre 7 e 12 segundos de tempo de TV. A estratégia será investir nas redes sociais e usar a propaganda televisiva para divulgar os perfis online.

O Novo, por ora, descarta alianças com outros partidos para 2018, segundo Moisés Jardim, presidente da legenda.

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