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Emílio Odebrecht diz que não atuou em repasses a Bendine

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ANA LUIZA ALBUQUERQUE

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O empreiteiro Emilio Odebrecht disse nesta terça-feira (31), em depoimento ao juiz Sergio Moro, que não participou de pagamento de propina para Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

O patriarca da Odebrecht depôs como testemunha de defesa de um dos réus no processo, seu filho Marcelo.

Bendine é acusado de cobrar propina de R$ 3 milhões para proteger a construtora em contratos da Petrobras em 2015, no âmbito da Lava Jato.

"Só vim saber dessa relação de acertos, se é que existiram, no período de meados de 2016 (...) Não participei de nenhum processo, quando vim ter conhecimento foi muito adiante", disse.

Ele afirmou que esteve em uma reunião com Bendine, sem menções a propina. "Eu saí com a sensação de que falamos e houve o entendimento, mas resultado efetivo não ocorreu. Não houve sucesso do que estávamos querendo, que era a Petrobras não cancelar um contrato de forma leonina", disse.

Emilio ainda afirmou a Moro que a estatal "sempre teve um papel importante" para a Odebrecht. "Ao mesmo tempo era sócia, cliente, fornecedora, ou seja, exercia várias facetas de relação com a organização."

Também nesta terça, Moro soltou Antônio Carlos Vieira da Silva, um dos réus indicados pela Procuradoria como operador de Bendine. Ele estava preso preventivamente desde julho deste ano.

Segundo a denúncia, os pagamentos da propina foram feitos em três parcelas de R$ 1 milhão, em espécie, em junho e julho de 2015, por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

De acordo com os procuradores, Bendine foi "estrategicamente posicionado pelo governo federal" para "mitigar os efeitos econômicos" da operação sobre as empresas investigadas, "como forma de desestimular a celebração de acordos de colaboração e leniência".

Segundo Marcelo e o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Fernando Reis, Bendine se colocou como interlocutor da Presidência e disse que iria resolver os problemas financeiros de empresas envolvidas na Lava Jato.

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