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Temer passa bem após cirurgia na próstata, dizem médicos

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FERNANDA PERRIN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer passa bem, após ter sido submetido a uma cirurgia de raspagem da próstata na noite de sexta (27) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele deve ter alta na segunda-feira (30) e permanecer em São Paulo até quarta, quando retorna a Brasília.

O presidente carrega uma sonda, que deve ser retirada neste domingo (29).

Temer foi internado na noite de sexta com um quadro de retenção urinária por hiperplasia benigna da próstata (crescimento do órgão), que obstruiu a uretra.

Segundo o médico urologista Miguel Srougi, que trata o presidente, Temer já havia passado pela cirurgia há sete anos, em razão do mesmo problema. É comum que o quadro se repita, afirma o médico.

Por precaução, também foi feita uma biópsia para afastar a possibilidade da causa do problema ser um tumor maligno. Segundo Srougi, o resultado preliminar foi de que não há risco de câncer.

Temer passou a noite no hospital, em uma unidade de terapia semi-intensiva, e agora repousa em um quarto.

"O presidente está clinicamente muito bem, estável", disse o médico Roberto Kalil Filho, que também trata o presidente.

Temer já havia passado por uma desobstrução do canal da uretra na quarta (25) -dia em que a Câmara barrou a segunda denúncia contra o peemedebista- após sentir um desconforto pela manhã.

A internação no Hospital Sírio-Libanês foi uma continuidade desse tratamento iniciado em Brasília, de acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência.

A incidência da hiperplasia prostática benigna (crescimento da próstata) é de 50% para homens com mais de 50 anos e chega a 90% aos 80 anos -Temer tem 77. É o segundo problema de saúde do presidente divulgado neste mês. No início do outubro, Temer foi diagnosticado com uma obstrução parcia de uma artéria coronária. A doença é relativamente comum entre pessoas com mais de 65 anos, atingindo entre 20% e 30% da população nessa faixa etária, segundo médicos.

A possibilidade de realização de um cateterismo será avaliada futuramente, disse Kalil.

Não há relação entre as duas condições, segundo a equipe médica.

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