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'Possibilidade de Temer cair é zero ao quadrado', diz deputado em enquete

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IVAN FINOTTI, ENVIADO ESPECIAL

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Presidente Temer ou presidente Maia? Qual deles vai governar o país até as próximas eleições, em 2018? Uma enquete-relâmpago, realizada pela reportagem nos corredores do Congresso Nacional nesta quarta (25) -enquanto os deputados votavam pela aceitação ou não da denúncia contra Temer-, indica que, adivinhe!, tudo deve continuar como está.

Dos 32 ouvidos -29 deputados e 3 ex-parlamentares, que, saudosos do clima da casa, vieram acompanhar o dia cheio-, a maioria aposta na permanência de Temer até o fim de seu mandato. Foram 18 votos assim (56%).

"A possibilidade de Temer cair é zero ao quadrado", resumiu matematicamente Pinheiro Landim (PMDB-CE).

Mas, segundo 28% desses especialistas, há mais chances de aparecer um terceiro nome do que Temer ficar ou Maia chegar lá: 9 entrevistados apostaram em nenhum dos dois.

"Acho que vamos ficar sem presidente nenhum", brincou Luiz Mandeta (DEM-MS).

"Diretas já", bradou Zeca Dirceu (PT-PR). "Aposto no Lula", emendou Patrus Ananias (PT-MG).

Para Marcelo Aguiar (DEM-SP), "a tendência do Congresso é permanecer com Temer; é o bom senso. Mas, se algo mais contundente aparecer, estaremos em boas mãos com o presidente Maia".

Já a chance de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subir o último degrau do poder brasileiro e se tornar chefe da nação parece ser pífia: apenas dois acreditam que isso pode acontecer.

"Nada contra o colega", disse o deputado Simão Sessim (PP-RJ). "É para não abalar a economia. Mas acredito que, se o Temer for cassado, não fica nem o Maia. Aí teremos diretas já."

Tanto esta quarta-feira quanto o dia da votação da denúncia anterior contra o presidente, em agosto, foram dias diferentes na Câmara dos Deputados. O acesso ao plenário, por exemplo, estava restrito a apenas dois jornalistas por veículo, enquanto no dias normais podem entrar todos os que têm credenciamento.

Os servidores da Câmara e do Senado também não tiveram seu acesso normal ao Salão Verde, onde os deputados conversam com a imprensa.

Era preciso um crachá especial para entrar no prédio, e carros de polícia ficaram com seus luminosos vermelhos ligados o dia inteiro em frente ao Congresso.

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