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ATUALIZADA - Manifestantes acompanham votação entre aplausos e vaias na Paulista

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JOELMIR TAVARES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Lembrou até Copa do Mundo em alguns momentos. Entre aplausos e vaias, manifestantes contrários a Michel Temer acompanharam em duas TVs na calçada da avenida Paulista a votação sobre a segunda denúncia contra o presidente na Câmara dos Deputados.

Convocado pela Frente Povo sem Medo, movimento que tem entre os integrantes o MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), o ato nesta quarta-feira (25) chegou a reunir 4.000 pessoas no momento do início dos votos dos deputados, segundo a organização.

O grupo se concentrou no meio da tarde em frente ao prédio onde fica o escritório da Presidência da República na capital paulista. O trânsito ficou fechado em uma das faixas no sentido Paraíso, na altura entre as ruas Haddock Lobo e Augusta.

Falas como as dos deputados Marco Feliciano (PSC-SP) e Wladimir Costa (SD-PA), favoráveis a Temer, foram recebidas com desaprovação por algumas das pessoas que assistiam à transmissão de perto, na barraca montada diante do edifício.

No restante da via, manifestantes com bandeiras gritavam expressões contra o presidente e entoavam coros acompanhados por instrumentos de percussão. Além do MTST, outras organizações de moradia, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e partidos como PT, PSOL e PCdoB apoiaram o protesto.

"Estamos aqui para denunciar o acordão para salvar Temer", disse Guilherme Boulos, principal liderança do MTST. Ele afirmou que, embora o resultado da votação fosse previsível, queriam "marcar posição" e expressar insatisfação com o governo federal.

Cerca de 20 policiais bloqueavam a entrada do edifício onde fica a representação da Presidência. O clima até por volta das 20h era de tranquilidade. Nesse horário, segundo Boulos, 2.500 pessoas ainda participavam do ato.

A motorista Bárbara Maria Cardoso dos Santos, 51, levou para a Paulista uma caixa de papelão com notas falsas identificada com o nome "dinheiro do povo". Era uma referência, segundo a integrante do MTST, às malas encontradas no apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

"Fiz caixa porque é mais fácil de carregar", disse. Uma caixa maior, do tamanho de uma mala e recheada também de cédulas de mentira, foi colocada pela organização perto das TVs que exibiam a sessão em Brasília.

Diante do discurso do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) defendendo que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue o pedido de anulação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, três mulheres coladas na grade bateram palmas.

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