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ATUALIZADA - Para barrar denúncia, Temer promove 'maratona' de encontros

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ANGELA BOLDRINI E DANIEL CARVALHO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer realizou nesta terça-feira (3) uma nova maratona de reuniões com parlamentares em busca de apoio para tentar barrar o avanço da segunda denúncia contra ele que tramita na Câmara.

De acordo com a agenda oficial do presidente, até as 19h20 ele havia recebido 34 deputados. O número deve ser maior, porque muitas vezes os parlamentares vêm em grupo ao encontro e acabam não tendo seus nomes registrados.

A reportagem cruzou, por exemplo, com os deputados Paes Landim (PTB-PI) e Lindomar Garçon (PRB-RO), cujos nomes não constaram em nenhuma das atualizações.

A previsão oficial era que mais 15 deputados deveriam passar pelo gabinete de Temer na noite desta terça.

O Planalto afirma que a romaria se deve ao fato de que o presidente viajará nesta quarta (4) a São Paulo, e, depois, irá ao Pará e ao Maranhão.

Assim como às vésperas da votação da primeira denúncia, cujo avanço foi rechaçado pelos parlamentares, o peemedebista intensificou o encontro com deputados da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), como Édio Lopes (PR-PR) e Alceu Moreira (PMDB-RS). É por lá que passará primeiro a peça do Ministério Público, para então seguir para avaliação do plenário da Casa.

Em uma de suas páginas na internet, Temer afirmou que os encontros com parlamentares são uma rotina que sempre teve. "Vou conversar com representantes de todos os partidos da base, de todas as regiões do Brasil. É uma rotina que sempre mantive", escreveu o presidente.

Durante o dia, chegaram a entrar na agenda nomes de parlamentares que se disseram pegos de surpresa e negaram que se reuniriam com Temer. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) disse que apenas pediu uma audiência para um outro deputado, mas que não iria ao Planalto.

O mesmo aconteceu com o líder do PP, Arthur Lira (AL). Ele disse à reportagem que apenas pediu uma audiência para a bancada de Roraima.

Uma das parlamentares do Estado que estava na lista, a deputada Shéridan (PSDB-RR) ficou indignada com a inclusão do nome dela na agenda. Disse que se sentiu"desrespeitada" e afirmou que não iria ao Planalto. Seu nome acabou excluído da agenda.

TROCAS

O Planalto promoveu nesta terça mais uma troca na CCJ para tentar favorecer Temer. O PR tirou da vaga de titular o deputado Jorginho Mello (SC), que havia votado contra Temer, e colocou em seu lugar o suplente Delegado Edson Moreira (MG), que, em plenário, votou a favor do presidente.

O líder do PR, José Rocha (BA), negou que a troca tenha sido um pedido do governo. Afirmou que apenas atendeu pedido de Jorginho Mello. À reportagem, Mello disse que José Rocha pediu sua saída. "Fui substituído porque voto para seguir o processo. O líder quer contemporizar e eu não quero criar polêmica. Mas não pedi para sair, o governo que me tirou", afirmou.

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