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Pezão diz que pena para Sérgio Cabral foi 'excessiva'

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ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou que a pena imposta ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) foi "excessiva".

Cabral foi condenado a 45 anos pelo juiz Marcelo Bretas, a maior já imposta em processos decorrentes da Lava Jato.

"Acho que ele tem que se defender. Mas achei excessiva. Muito grande. Em instâncias superiores ele vai conseguir a diminuição", disse ele.

Pezão prestou depoimento à Justiça Federal em processo em que o ex-governador é acusado de organizar um cartel na licitação do "PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Favelas".

AUDITORIA

O governador disse que o Estado está realizando auditoria na obra e os resultados preliminares indicam que não houve sobrepreço. Pezão disse que o responsável pelas análises é o presidente da Emop (Empresa de Obras Públicas), Ícaro Moreno. Ele também é um dos réus no processo.

"Ele é muito dedicado e tem consciência do que ele fez. Ele é um técnico super íntegro. Confio plenamente na honestidade dele", disse Pezão.

Auditoria da CGU apontou que as obras no Complexo do Alemão, Manguinhos e Rocinha tiveram um sobrepreço de 20%. Elas custaram R$ 1,1 bilhão.

"Nós não nos defendemos na época. Agora estamos dentro do parâmetro que o TCU aceita", disse o governador.

Veja imagens da casa de Cabral que vai a leilão para ajudar a pagar multas e indenizações decorrentes dos processos dele na Operação Lava Jato

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