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Para salvar candidatura, Lula antecipa caravana ao sul

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CATIA SEABRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT decidiu realizar ainda este ano sua caravana pelo Sul do país, região apontada como campo minado para o petista.

Disposto a manter o ritmo alcançado com a caravana ocorrida no Nordeste, Lula antecipará para este ano a viagem ao Sul, que estava originalmente prevista para 2018.

A intenção é preservar a liderança nas pesquisas de opinião até junho do ano que vem, em uma tentativa de imprimir caráter de irreversibilidade à candidatura do ex-presidente.

Para petistas, a candidatura de Lula é o principal instrumento de defesa do ex-presidente.

Amigo do ex-presidente, o presidente do PT de São Paulo, Luiz Marinho, diz que Lula tem apoiadores na região Sul e "não tem por que temer" contratempos na viagem.

Em outubro, Lula percorrerá por oito dias cidades de Minas Gerais. Antes da caravana mineira, Lula visitará a Renca (Reserva Nacional do Cobre Associados), extinta pelo governo Temer com o intuito de abrir a região para investimentos privados.

Lula, que tem adotado um discurso nacionalista, participará ainda de um ato no Rio em "defesa da soberania nacional".

Na noite de quinta-feira (21), Lula cobrou dos petistas sua participação na disputa de 2018.

Durante reunião do diretório nacional do PT, Lula citou nominalmente petistas que ameaçam ficou fora da eleição.

Lula disse, por exemplo, que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e o senador Humberto Costa (PE), têm que lutar pela reeleição para o Senado.

Ele também disse que o ex-governador Olívio Dutra e o ex-prefeito Raul Pont têm concorrer no Rio Grande do Sul para a Câmara dos Deputados.

Lula disse que os petistas têm que ir "para a luta".

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