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Rússia tem interesse em construção de Angra 3, diz Aloysio Nunes

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ISABEL FLECK, ENVIADA ESPECIAL

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse nesta quinta (21) ao colega brasileiro Aloysio Nunes, durante encontro em Nova York, que seu país tem interesse em participar da possível retomada da construção de usina nuclear de Angra 3, no Rio.

"Há interesse russo reiterado de participar de nosso programa nuclear, de Angra 3", disse o ministro brasileiro aos jornalistas após o encontro. "Há a hipótese de continuar Angra 3 e a Rússia tem tecnologia para isso. Tem uma empresa russa que mostrou interesse em, havendo a retomada, participar da conclusão das obras de Angra 3".

A empresa interessada é a gigante estatal Rosatom, que produz 40% de todo o urânio enriquecido do mundo.

As obras da usina nuclear foram abandonadas no fim de 2015, após a desistência das empreiteiras contratadas e à falta de recursos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pela instalação. A usina está 60% concluída.

Lavrov também conversou com Aloysio sobre o interesse de empresas russas em licitações do pré-sal brasileiro. Segundo o ministro, o presidente de uma comissão de segurança do governo russo visitará o Brasil para tratar de temas de segurança, segurança cibernética e troca de informações sobre terrorismo.

BRASILEIRO PRESO

Aloysio também anunciou que o brasileiro Eduardo Chianca Rocha, 67, que está preso na Rússia desde agosto de 2016 por portar chá de ayahuasca, poderá cumprir o restante de sua pena no Brasil.

"A condenação dele foi reduzida para três anos e me entendi com o Lavrov para que ele possa cumprir a pena no Brasil", disse o ministro brasileiro.

Em outubro de 2016, o presidente Michel Temer havia pedido, durante encontro dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) na Índia, ao colega russo, Vladimir Putin, que seu país reconsiderasse a situação do brasileiro.

O pesquisador e terapeuta holístico foi pego com oito litros de chá de ayahuasca, que tem efeito alucinógeno, ao chegar à Rússia para dar um curso de terapia alternativa. O chá -usado em rituais religiosos e terapias- possui a dimetiltriptamina, substância proibida na Rússia, e a acusação contra ele é de tráfico internacional de drogas.

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