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Defesa sinaliza que Joesley e Saud podem se entregar

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LEANDRO COLON

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) receberam, segundo a reportagem apurou, uma sinalização de que Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, dono da JBS, podem se entregar.

A prisão de ambos foi decretada pelo ministro Edson Fachin, atendendo a pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot.

Advogados dos delatores indicaram aos investigadores que, após a ciência oficial do mandado de prisão, os seus clientes estão dispostos a comparecer à Polícia Federal, em Brasília ou São Paulo. Com isso, evitariam uma operação policial em suas casas.

A prisão é temporária, ou seja, com prazo de cinco dias, mas podendo ser prorrogada ou se transformar em preventiva.

Fachin negou estender a medida ao ex-procurador Marcello Miller. Os pedidos de prisão dos três foram feitos por Janot na sexta (8).

Na última segunda-feira (4), Janot anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público.

O centro da crise é uma gravação, datada de 17 de março, em que Joesley e Saud indicam possível atuação de Miller no acordo de delação quando ainda era procurador -ele deixou o cargo oficialmente em 5 de abril. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Para a equipe de Janot, houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação que tratam de omissão de má-fé, o que justificaria rever os benefícios.

Os três, Joesley, Saud e Miller prestaram depoimentos entre quinta (8) e sexta (9). Janot não se convenceu dos argumentos. Para ele, há indícios fortes de que Miller participou sim da elaboração do acordo de colaboração

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