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Governistas falam que nova denúncia contra Temer chegará enfraquecida

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RANIER BRAGON

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Minutos após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmar que a delação premiada da JBS pode ser revista, deputados governistas afirmaram que a possível nova denúncia contra Michel Temer deve chegar enfraquecida à Câmara.

O líder da maioria no Congresso, Lelo Coimbra (PMDB-ES), afirmou que o fato cria um "novo momento" e que "essa festa parece ter acabado".

Relator da reforma da Previdência, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que o fato tira credibilidade das acusações feitas pelo dono da JBS. "Isso desmoraliza por completo qualquer nova denúncia contra o presidente Temer. Revela o açodamento da delação da JBS, que causou prejuízos à economia e ao país. Foi ato de muita precipitação."

Líder da bancada do DEM, o deputado Efraim Filho (PB), disse que a nova denúncia terá que ser analisada com muito mais cuidado pelos deputados, que já barraram a primeira acusação feita pela Procuradoria com base nas delações de Joesley Batista e outros executivos da JBS.

Um dos poucos oposicionistas que se manifestaram, Henrique Fontana (PT-RS) disse que eventuais omissões não podem servir de pano de fundo para que as investigações sejam enterradas.

"Nós temos acompanhado um conjunto de notas do presidente em exercício ilegítimo da Presidência, Michel Temer, que procura desqualificar delatores. Eu, obviamente, concordo que os delatores são criminosos. Por isso se tornam delatores. (...) Nós não vamos aceitar a obstrução das investigações. Não adianta Temer tentar desqualificar seus delatores."

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