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ATUALIZADA - Para não ser preso, Mantega admite fatos em acordo com procuradores

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BELA MEGALE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (PT) assinou um acordo com o Ministério Público no Distrito Federal com o objetivo de não ser preso.

Segundo envolvidos nas tratativas, ele admitiu alguns fatos que estão sendo investigados por procuradores, entregou documentos sobre esses temas e se comprometeu a continuar colaborando com a Justiça. Em troca, o Ministério Público garantiu que não pedirá a prisão do ex-ministro.

No entanto, outras medidas cautelares, como o bloqueio de bens, podem ser solicitadas pelos investigadores. Além disso, o Ministério Público também está livre para oferecer denuncia em relação a Mantega.

O acordo, chamado de "termo de ciência e compromisso", não é uma delação premiada, e foi negociado com o procurador Ivan Marx e assinado há cerca de um mês. Atualmente ele aguarda homologação na Justiça Federal do Distrito Federal.

BNDES

Entre os principais temas que os investigadores do Distrito Federal estão explorando com o petista, segundo a reportagem apurou, são as supostas fraudes ocorridas no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O banco estatal é vinculado ao Ministério da Fazenda, que foi chefiado por Mantega de 2006 a 2015.

Entre as operações que o Ministério Público no DF conduz sobre o tema está a Bullish, deflagrada em maio deste ano. Ela investiga o suposto favorecimento de empresas como o grupo J&F, controladora da JBS, com aprovação de investimentos de R$ 8,1 bilhões na expansão do grupo.

Esse não é o primeiro acordo deste tipo assinado entre investigados e o Ministério Público Federal do Distrito Federal. Outros termos de ciência e compromisso foram firmados entre procuradores e alvos da operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão.

Em setembro de 2016, Mantega chegou a ser detido temporariamente na 34ª fase da Lava Jato. A prisão, porém, foi revogada pelo juiz Sergio Moro.

O motivo da revogação foi a situação de saúde da mulher de Mantega, que passava por uma cirurgia no hospital Albert Einstein. Na Lava Jato, o ex-ministro é acusado de solicitar ao empresário Eike Batista o repasse de R$ 5 milhões ao PT para pagar dívidas de campanha, em novembro de 2012.

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