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ATUALIZADA - No lugar de Temer, Maia aposta em pauta nacional

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MARINA DIAS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai aproveitar o exercício da Presidência da República para apostar em uma agenda nacional. Nesta quarta-feira (30), o deputado, que comanda o Palácio do Planalto até 6 de setembro, durante viagem de Michel Temer à China, deve participar de um evento com parlamentares e prefeitos para oficializar a chamada "bancada da Frente Nacional de Prefeitos".

No modelo proposto no início do ano pelo próprio Maia, cada prefeito de capital e cidade média indica um parlamentar para cuidar da pauta de interesses dos municípios no Congresso.

No encontro, em Brasília, os cerca de 70 deputados serão apresentados ao presidente da Câmara como integrantes da bancada e uma lista de reivindicações nas áreas de finanças, mobilidade urbana e saúde será entregue a eles.

Entre as prioridades dos prefeitos está a partilha e destinação da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre combustíveis e a alteração da lei dos planos de saúde, permitindo que Estados e municípios sejam diretamente ressarcidos quando o atendimento na rede pública se der em estabelecimentos a eles vinculados.

A pauta interessa ao projeto político de Maia que, desde a crise que assolou o governo, tenta se descolar da imagem impopular de Temer e criar uma agenda exclusiva da Câmara, para além dos temas econômicos patrocinados pelo Poder Executivo.

Segundo o presidente da Câmara, as medidas econômicas não serão abandonadas, mas dividirão espaço com projetos que estejam mais conectados com a sociedade. Maia pretende fazer ecoar diante dos prefeitos um discurso nacional, como tem feito nos últimos meses e desde que a Câmara barrou a primeira denúncia contra Temer.

Em reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos, Maia havia pedido que as prefeituras designassem parlamentares para cuidar dos interesses dos municípios no Congresso.

Entre as indicações que serão oficializadas nesta quarta estão Renata Abreu (Podemos-SP), nome sugerido pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB); Rosângela Gomes (PRB-RJ), indicada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB); Paulo Azi (DEM-BA) e José Carlos Aleluia (DEM-BA), propostos pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM); Luiz Lauro (PSB-SP) foi o indicado pelo prefeito de Campinas e presidente da FNP, Jonas Donizette (PSB).

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