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ATUALIZADA - Lula diz a rádio que é grato a Sarney e Renan Calheiros

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CATIA SEABRA, ENVIADA ESPECIAL

IPOJUCA, PE (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (25), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ante as denúncias de que é alvo na operação Lava Jato.

Em entrevista a rádios, o petista disse que "Renan pode ter todos os defeitos", mas ajudou seu governo: "Sou da opinião de que todo mundo é inocente até que se prove o contrário".

"Se quero para mim a [presunção da] inocência até que se prove o contrário, tenho que querer para os outros também", disse Lula, à mesa com a ex-presidente Dilma Rousseff.

No Senado, Renan votou pelo impeachment de Dilma em 2016. Questionado sobre um encontro programado com o ex-presidente José Sarney (PMDB) durante sua visita ao Maranhão, Lula se disse grato ao peemedebista.

"Sou grato a Sarney. É importante que se diga. Sou grato a Sarney como presidente do Senado", disse Lula.

E acrescentou: "Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com Sarney. E eu iria ganhar de presente o Marconi Perillo [PSDB] como presidente do Senado. Eu deixaria de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão louco mordendo até o pé".

Na entrevista, concedida ao lado da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Lula definiu como "questão de honra" a regulamentação da mídia, caso seja eleito.

O ex-presidente disse ainda que a chamada esquerda petista e os movimentos de esquerda têm que se esforçar para eleger maior número de parlamentares que os representem. "Não quero ter um partido político que faça que nem o partido comunista italiano fez durante 30 anos. Era o melhor partido comunista do mundo mas não passava de 30% [do eleitorado]. Para se eleger, precisa de 50% mais um", argumentou.

A entrevista aconteceu após um café da manhã com o senador Armando Monteiro (PTB) e o deputado Sílvio Costa (PT do B). Monteiro quer concorrer ao governo de Pernambuco em 2018 com o apoio do PT. Na quinta, Lula jantou com o governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), a convite de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014.

O encontro foi interpretado como um sinal de reaproximação entre PT e PSB. Paulo Câmara também espera o apoio de Lula no ano que vem.

No PT, a vereadora Marília Arraes busca o aval de Lula para concorrer ao governo do Estado. Neta do ex-governador Miguel Arraes, Marília diz que não há condições de o PT se aliar ao PTB e o PSB em Pernambuco.

Afastada da Presidência com o voto de parlamentares do PSB e do PTB, Dilma testemunhou a entrevista de seu padrinho político. A ex-presidente chegou na manhã desta sexta-feira para integrar a caravana de Lula.

Ao comentar a movimentação do ex-presidente, um dirigente petista afirmou: "É Lula sendo Lula".

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