Política

Temer diz que Alckmin tem sido 'extraordinário colaborador'

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JOSÉ MARQUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma semana depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PDSB), defender novamente "o desembarque de seu partido do governo, o presidente Michel Temer afirmou que o tucano "tem sido um extraordinário colaborador" e "reitera seu apoio" à gestão federal.

Os dois estiveram lado a lado em um congresso do setor automobilístico, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (8).

O presidente diz que os dois não conversaram sobre o tema antes do evento, onde também estava o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) -que defende a manutenção dos tucanos no governo.

Depois da votação da denúncia contra Temer na Câmara dos deputados, no último dia 2, Maia reforçou que estava comprometido com o governo para que reformas como a da Previdência fossem aprovadas.

No mesmo dia, Alckmin havia dito que, em 50 dias, depois de ajudar na votação das reformas, o partido deveria entregar os cargos no governo.

Nesta manhã, ao discursar para uma plateia de executivos no congresso, Alckmin disse que Temer podia "contar conosco para ajudar em todas as reformas para ajudar na retomada do crescimento e do emprego".

Depois, em seu discurso, Temer se dirigiu a Alckmin, possível candidato ao Planalto em 2018, para dizer que seu governo fazia as reformas para que o seu sucesso pudesse "colocar os trilhos no lugar".

O governador saiu do evento sem conversar com a imprensa. A reunião de Temer com Alckmin acontece um dia depois de o presidente se reunir com o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afilhado político do governador e também possível candidato à Presidência.

SEMIPARLAMENTARISMO

A jornalistas, Temer também defendeu um modelo de "semipresidencialismo" ou "semiparlamentarismo" no Brasil, em moldes próximos aos da França e Portugal, para as eleições de 2018 ou 2022.

"Já estamos fazendo quase um pré-exercício de parlamentarismo", disse. "O Legislativo era tido como um apêndice do Executivo. Hoje ele é parceiro do Executivo". Temer diz que cita modelos onde o presidente ainda tem "presença muito significativa no espectro político".

"Se puder e 2018 seria ótimo. Se não puder, o tempo é curto, quem sabe preparar-se para 2022", afirmou.