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ATUALIZADA - PT afirma que decisão é política e visa impedir candidatura de ex-presidente

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BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Minutos após o anúncio da primeira condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 71, na Lava Jato, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez ataques ao juiz Sergio Moro da tribuna da Casa.

Segundo ela, é "lamentável" que um juiz "se dê ao papel de fazer política" com o objetivo de excluir o petista da disputa eleitoral de 2018.

"É uma decisão eminentemente política, sem provas, baseada única e exclusivamente no juiz Sergio Moro prestar contas para a opinião pública. Fato, aliás, que ele vem mantendo desde o início deste julgamento. Ele disse que só poderia condenar se tivesse apoio da opinião pública", afirmou.

Lula disse a aliados que já esperava esse desfecho para a ação, apesar de alguns de seus assessores acreditarem que Moro o condenaria apenas no caso do sítio em Atibaia (SP) -em que o ex-presidente ainda não é réu.

A tese de Lula, reverberada por Gleisi e por diversos quadros do PT nesta quarta-feira (12), é a de que o petista é vítima de perseguição política para que fique fora das eleições do ano que vem.

A ex-presidente Dilma Rousseff também saiu em defesa do antecessor e, em nota, afirmou que a condenação de Lula é "uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil".

Dilma, também citada na Lava Jato, diz que o ex-presidente é "inocente" e responsabiliza "setores da grande imprensa" por um "roteiro pautado" para cassar os direitos políticos dele.

A ideia de que Lula deve manter sua candidatura ao Planalto no ano que vem foi defendida pelo ex-ministro e ex-governador do RS Tarso Genro. Para ele, a decisão de Moro "enfraquece Lula", mas o ex-presidente deve manter seu projeto para 2018.

"O PT deve mantê-lo como candidato, pois ele é a única liderança, com apelo popular e capacidade política, para encaminhar uma saída não violenta para a crise".

Se a decisão de Moro for mantida pela segunda instância (o TRF-4), o ex-presidente pode se tornar inelegível.

Em seu discurso no Senado, Gleisi Hoffmann ainda acusou Moro de "parcialidade" e disse que o Judiciário é "oportunista do ponto de vista político". A presidente do PT contou que conversou com Lula por telefone e ouviu que ele estava "tranquilo".

Deputados petistas fizeram coro à tese de que a condenação de Lula tem viés político e acrescentam que ela serve para "tirar o foco" da denúncia contra o presidente Michel Temer -atualmente em tramitação na Câmara.

"É uma decisão política. Não há provas ou testemunhas além do relato do próprio delator. É uma tentativa de excluir Lula das eleições", disse o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP).

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