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Críticas feitas por relator a tese da defesa irrita governo

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O tom adotado pelo relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) em parecer pelo prosseguimento de denúncia por corrupção passiva irritou e surpreendeu a equipe do presidente Michel Temer.

O Palácio do Planalto já esperava que o relator fosse desfavorável ao presidente, mas acreditava que ele adotaria uma linha mais técnica e jurídica, sem rebater diretamente argumentos utilizados pela defesa do peemedebista.

Na leitura do documento, Zveiter disse que a denúncia não é "inepta" e não é "fantasiosa", dois termos utilizados pelo próprio presidente para criticá-la.

Para evitar que o tom do relatório tenha impactos no voto de indecisos, a gestão peemedebista já começou a traçar estratégia de reação a ele.

A ideia é acusar o relator de ter atuado com propósitos políticos, sem levar em conta aspectos técnicos da denúncia, tentando se projetar politicamente.

A reação deve ser capitaneada pela tropa de choque da base aliada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), evitando o envolvimento direto do presidente.

A avaliação é de que um embate direto do Palácio do Planalto com o relator poderia prejudicar a conquista de votos para a fase seguinte da denúncia: a análise em plenário.

Com as quatro trocas feitas nesta segunda-feira (10) na CCJ, a gestão peemedebista acredita ter 40 votos para barrar o relatório de Zveiter.

Em uma resposta ao relatório, a base aliada já prepara votos em separado, no sentido contrário, para apresentar à CCJ.

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