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Funaro é transferido para carceragem da PF em meio a negociação de delação

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BELA MEGALE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria, foi transferido na tarde desta quarta-feira (5) do Complexo Penitenciário da Papuda para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília.

A transferência foi permitida pelo juiz da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, Vallisney de Oliveira, o responsável pela operação Sépsis, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimentos administrado pela Caixa Econômica Federal.

A transferência foi solicitada pelo Ministério Público Federal.

Funaro foi preso em junho de 2016 em Brasília por determinação de Vallisney e é apontado como operador de Cunha no esquema de corrupção envolvendo a Caixa. O ex-deputado está preso em Curitiba.

O operador já havia tido outras conversas com os investigadores sobre a possibilidade de fazer uma delação premiada, mas mostrava resistência. Segundo advogados que chegaram a atendê-lo anteriormente, Funaro dizia que não podia colaborar porque devia fidelidade a Joesley Batista, dono da J&F.

Em maio o empresário firmou acordo com a Justiça e contou que fazia pagamentos a Cunha e Funaro para mantê-los em silêncio. Depois do episódio, Funaro retomou a negociação.

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