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Lula engrossa coro e pede a saída antecipada de Michel Temer

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva engrossou nesta terça (27) o coro que pede a saída antecipada do presidente Michel Temer do governo e a convocação de novas eleições gerais.

O movimento foi iniciado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado na Folha de S.Paulo. A medida irritou Temer, principalmente pelo receio de perder apoio no Congresso.

Em entrevista nesta manhã à "Rádio Itatiaia", de Minas Gerais, quando perguntado sobre a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer por corrupção passiva, Lula defendeu a abreviação do mandato.

"O próprio Temer poderia pedir a antecipação das eleições e a gente poder escolher antes de outubro de 2018 um novo presidente da República, um novo Congresso Nacional, para que o Brasil possa reconquistar a paz, a democracia e a credibilidade de governança que tanto o Brasil está precisando", disse.

Para o petista, porém, a medida só poderá acontecer em razão da pressão popular. "Vai depender muito da pressão. A sociedade, mais de 90%, quer eleições diretas para presidente da República. Acho que a sociedade precisa de alguém eleito democraticamente pelo voto pra que esse alguém, tendo credibilidade junto a sociedade, possa estabelecer as negociações necessárias para que o Brasil volte a crescer, volte a gerar emprego, volte a gerar distribuição de renda e o povo volte a ter o mínimo de tranquilidade no Brasil", afirmou na entrevista.

Lula afirmou que Michel Temer pode cair com a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas defendeu que o processo contra Temer ou "qualquer ser humano" tenha respaldo jurídico, provas e que haja possibilidade de ampla defesa ao acusado. "É verdade que ele tem a maioria no Congresso, mas essa maioria está fragilizada", afirmou o ex-presidente, ao comentar o andamento do processo no Congresso Nacional.

Lula é réu numa ação da Lava Jato também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber valores da empreiteira OAS, inclusive um tríplex em Guarujá, litoral sul de São Paulo. A ação está para ser sentenciada pelo juiz Sergio Moro. Lula nega que tenha se beneficiado de valores indevidos.

O petista defendeu eleições diretas e afirmou que, se for necessário, será candidato. Lula disse ter convicção de que a possibilidade de ganhar as eleições presidenciais é "muito grande". "Porque uma das coisas mais importantes é fazer com que o povo brasileiro volte a sua memória, para pensar no que aconteceu até 2014 na vida dele e o que está acontecendo agora", afirmou.

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