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'Luta política não pode asfixiar o país', afirma Jaques Wagner

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MARINA DIAS, CATIA SEABRA E ANGELA BOLDRINI

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Jaques Wagner afirmou nesta quinta-feira (1) que a luta política é "fundamental" mas "não pode asfixiar o país".

Segundo o petista, o ponto de inversão da crise que acomete o governo de Michel Temer será o dia 6 de junho, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inicia o julgamento que pode cassar a chapa Dilma-Temer.

"Essa incerteza é impossível para o país. Quem será o presidente daqui a 15 dias? Não dá", afirmou Jaques pouco antes da abertura do 6º Congresso Nacional do PT, em Brasília.

O ex-ministro disse que o centro da luta política não pode ser a discussão da saída ou não de Temer do cargo e que as pessoas precisam continuar nas ruas pedindo eleições diretas.

Para Jaques, a única pessoa que pode, nesse momento, vencer a crise no Brasil é o ex-presidente Lula. "Ele tem peso político, capacidade de conciliação e lastro com a população. Sinto muito por quem tem ódio dele mas quem o país precisa hoje é ele", completou o petista.

Documento que servirá de base para as discussões do congresso afirma que a posição do PT é "inegociável" pela defesa das eleições diretas.

Lula, por sua vez, sabe que há deputados e senadores do PT conversando com a base de Temer e deu a ordem para que a defesa pública do partido seja pelas eleições diretas. Ele avalia que não será possível haver "um nome de centro" entre os candidatos pela via indireta e que os petistas teriam pouca influência no processo. No entanto, não impediu nenhum diálogo, justamente para que o partido sinta a temperatura das discussões.

LINDBERGH

Momentos antes da abertura oficial do congresso petista, que vai desta quinta até sábado (3), dirigentes do PT gritavam palavras de ordem pedindo que o senador Lindbergh Farias (RJ) retirasse sua candidatura em nome da de sua colega de Senado, Gleisi Hoffmann (PR), apoiada por Lula.

"Retira, retira", ecoavam os apoiadores de Gleisi. Como resposta, ouviram os aliados de Lindbergh: "É socialista, é radical, é Lindbergh presidente nacional".

Candidato de uma ala que se intitula Muda PT, Lindbergh recebeu em abril o apelo de Lula para retirar sua candidatura e deixá-la como nome de consenso. O senador, porém, recusou-se a fazê-lo e aliados ainda acreditavam que ele poderia retirar-se da disputa no próprio congresso, o que ele também se nega a fazer.

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