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ATUALIZADA - Ato 'Fora Temer' reúne 100 mil em Copacabana, segundo organizadores

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ato que envolveu artistas, políticos e movimentos sociais na Praia de Copacabana neste domingo (28), no Rio, pedindo a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas, reuniu cerca de 100 mil pessoas, segundo os organizadores.

O momento mais esperado contou com as apresentações dos cantores Caetano Veloso e Milton Nascimento. Caetano pediu, por diversas vezes, a saída do peemedebista do poder, além de cantar músicas como "Podres Poderes".

O ato foi organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúnem grupos sindicais e movimentos sociais. A Polícia Militar fluminense não divulga estimativa de público de manifestações.

Ao longo da tarde, passaram pelo local os cantores Otto, Teresa Cristina, Mosquito, Mart'nália, Maria Gadú, Mano Brown, Criolo, entre outros.

O ator Wagner Moura comandou a maior parte da manifestação, chamando ao palco os artistas e fazendo pronunciamentos. Ele também descreveu o dia como um momento histórico.

"Quando nossos netos perguntarem onde estávamos neste dia, diremos que estávamos na praia, ouvindo música boa e lutando pela democracia do nosso país", disse o ator.

Os artistas fizeram questão de dizer que o ato não era apenas pela saída do presidente, mas também contra as reformas propostas por seu governo.

O ato começou por volta das 11h. A primeira parte foi marcada por falas de parlamentares da oposição e representantes de movimentos sociais.

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), um dos autores de pedidos de impeachment de Temer apresentados à Câmara, pediu união de esquerda e direita para pressionar pela renúncia do presidente e contra eleições indiretas.

"O Brasil, que já esteve muito dividido, tem que estar junto pelo direito do povo de escolher seu presidente. Não é razoável que um Congresso que elegeu como seu presidente da Câmara o Eduardo Cunha escolha no nosso lugar", disse o deputado.

Guilherme Boulos, um dos coordenadores do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), também classificou o ato como histórico.

"No dia 27 de novembro de 1983, houve o primeiro grande ato que deu início ao movimento Diretas-Já, que derrotou a ditadura militar. Em 28 de maio de 2017 tem início um novo grande movimento nacional. Quem diria que seria necessário."

Pelo PSOL falou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Pelo PCdoB a deputada federal Jandira Feghali e pelo PT, Washington Quaquá, presidente do partido no Rio. Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também estavam presentes.

O público do ato misturava militantes de centrais sindicais, com bandeiras de CUT, CTB e sindicatos, jovens e famílias.

Foi a maior manifestação pela renúncia de Michel Temer e convocação de eleições diretas desde a manifestação da última quarta-feira (24), que acabou em violência, em Brasília.

Uma proposta de emenda à Constituição prevê novas eleições em caso de vacância da Presidência. Pela regra atual, a substituição de Temer seria feita por eleição indireta, a cargo do Congresso Nacional, já que ele ultrapassou a metade do mandato.

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