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Deputado do PMDB do Paraná recebeu R$ 500 mil de dono da JBS para garantir silêncio de Cunha

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Rocha Loures e Cunha - embaraço - Imagem - Reprodução  - Câmara dos Deputados
Rocha Loures e Cunha - embaraço - Imagem - Reprodução - Câmara dos Deputados

Em uma delação divulgada pelo Jornal O Globo, o deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB) foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados pelo empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS. O objetivo seria a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB).

Segundo o colunista Lauro Jardim, Rocha Loures teria sido escalado pelo presidente Michel Temer para intermediar a negociação. Rocha Loures (PMDB) ainda nâo se manifestou porque está em Nova York, informou a assessoria do parlamentar.

Na tarde de quarta-feira, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

Conforme as informações do colunista Lauro Jardim, é uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, opresidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Jardim revela ainda, com exclusividade, que Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

As informações de OGlobo

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Edhucca

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