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Aécio pediu R$ 2 milhões a Joesley, dizem executivos da JBS

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Executivos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, afirmam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da empresa, Joesley Batista, para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.

A afirmação, divulgada pelo jornal "O Globo", foi confirmada pela reportagem.

Procurado, o senador não quis falar sobre o assunto.

Segundo os executivos da JBS, a quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela PF.

A gravação que supostamente compromete o senador Aécio Neves tem 30 minutos e foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR). Deve integrar acordo de delação premiada, que aguarda homologação do ministro do Supremo Edson Fachin

Segundo o jornal "O Globo", Aécio indicou um primo dele para receber o dinheiro. A Polícia Federal filmou a entrega do dinheiro e rastreou a propina por meio de marcadores eletrônicos.

O dinheiro teria sido depositado em uma empresa do também senador tucano Zeze Perrella.

A JBS esteve na mira de investigações da Polícia Federal em diferentes frentes desde 2016. Na sexta-feira (12), a PF deflagrou operação sobre supostas irregularidades na concessão de empréstimos do BNDES. O juiz responsável, Ricardo Leite, de Brasília, negou um pedido de prisão contra os donos da empresa.

Em janeiro, uma operação mirou o grupo ao apurar suspeitas de concessão de créditos pela Caixa Econômica.

TEMER E CUNHA

Joesley Batista também gravou o presidente Michel Temer falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A delação, diz "O Globo", também menciona o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como contato com o PT.

Joesley, diz a reportagem, pagou para Cunha R$ 5 milhões para o ex-presidente da Câmara após a prisão dele, em outubro do ano passado.

Seria a primeira ocasião de uma ação da PF em busca de provas em flagrante dentro da Lava Jato.

Cunha já foi condenado em primeira instância na Lava Jato e, mesmo detido, encaminhou em processos em que é acusado perguntas a Temer a respeito de pagamentos em campanhas eleitorais.

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