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Doria e Alckmin dizem ser cedo para falar de gravação que implicaria Temer

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Em Washington, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que seria "precipitado" se manifestar sobre a existência de uma gravação em que o presidente Michel Temer falaria sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A revelação foi feita pelo jornal "O Globo".

"É melhor que a gente tenha o conjunto das informações para poder alicerçar uma manifestação", disse, ao ser questionado por jornalistas sobre o caso. "Acho que seria precipitado agora, até porque é uma 'last minute information' [informação de última hora]. [É preciso] ter a informação para poder analisar e emitir uma opinião", completou.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmim (PSDB), que também participou, em Washington, de uma reunião no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), apenas concordou que é preciso "aguardar".

"Vamos aguardar, para verificar a confirmação", disse.

Segundo "O Globo", a conversa com Temer foi gravada por Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, proprietário da marca JBS. Batista teria afirmado, na gravação, que estava dando Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para que ficassem em silêncio.

Ainda segundo o jornal, o presidente respondeu: "Tem que manter isso, viu?"

A reportagem afirma que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley e que a quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela PF.

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