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'Só coliga se pagar', diz João Santana sobre campanha eleitoral

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WÁLTER NUNES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - João Santana, em depoimento que integra a delação premiada, afirmou que a prática de comprar apoio político para obter mais tempo de televisão em campanhas é algo comum. "Só coliga se pagar".

O marqueteiro disse que partidos com maior bancada e, consequentemente, maior tempo de televisão, negociam com quem vão se coligar, estipulando valores que serviriam para irrigar as campanhas de seus candidatos.

"No momento que um partido senta com um candidato e sabe que está dando seu tempo invariavelmente se pede ajuda financeira para as campanhas (...) Eu pessoalmente nunca presenciei uma negociação desse tipo: o senhor me dá tanto. Não. Porque isso é feito pelos políticos. Pelos líderes políticos" disse.

Santana ainda afirma que muitas vezes teve seu pagamento adiado por conta de outros compromissos a serem quitados pelos partidos, " Palocci e Vaccari justificaram atrasos no pagamento para a nossa empresa para a Mônica e até mesmo para mim, falando: olha vocês tenham paciência, vocês são de casa, e eu estou sofrendo uma pressão muito forte para recursos para as campanhas dos partidos que apoiam, que fazem parte da nossa coligação".

O delator ainda ressaltou o papel que o sistema de coligação teve na manutenção da união com o PMDB nas eleições de 2014 e, como resultado, na indicação de Michel Temer como vice de Dima Roussef (PT). "Lula, desde o início já tinha decidido que tinha que ser alguém do PMDB para conseguir o tempo".

De acordo com João Santana, o desejo de Lula era que Nelson Jobim fosse o vice. Mas Michel Temer foi "quase uma imposição do PMDB".

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