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Dilma criou e-mail como 'Iolanda' para mensagens secretas, diz delatora

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SÃO PAULO E RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) criou um e-mail com o nome de "Iolanda" para trocar mensagens de forma secreta com a empresária Mônica Moura e o marqueteiro João Santana, de acordo com o depoimento em vídeo de Mônica que integra delação premiada.

A delatora contou que, no fim de 2014, Dilma disse que elas precisavam criar um canal para se comunicarem. "Ela disse: 'eu preciso ter um contato com você, as coisas podem evoluir, mas não posso falar por telefone", contou.

Mônica deu a ideia de abrirem uma conta de e-mail no Gmail da qual as duas tivessem a senha. As mensagens ficariam salvas na pasta Rascunhos, sem ser enviada de uma conta a outra.

"Eu criei um Gmail manuseando o computador dela. Era um antigão, prateado. Era o pessoal dela, que ficava no Alvorada", disse.

A escolha do endereço, 2606iolanda@gmail.com, foi de Dilma. "Buscamos um nome qualquer. Ela [Dilma] que criou e falou que era o nome da mulher do presidente Costa e Silva. Na senha, colocamos um nome e 47, que foi o ano em que ela [Dilma] nasceu", contou Mônica. "

Quando Dilma precisasse falar, um de seus assessores mandava uma mensagem no celular com algum assunto aleatório, como uma dica de filme ou vinho, de acordo com o relato.

A empresária disse que recebeu "duas ou três mensagens" ao longo de 2015, com textos cifrados. "Eram mensagenzinhas, como 'preciso falar com você', mas de uma forma cifrada, metafórica".

A última mensagem enviada dessa forma serviu para alertar o casal que eles seriam presos pela Lava Jato, em fevereiro de 2016. Depois disso, o método deixou de ser usado, segundo Mônica.

OUTRO LADO

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, por meio de uma publicação em seu site nesta sexta-feira (12), que as delações de João Santana e Mônica Moura são mentirosas e que o objetivo do casal é conseguir redução de pena a partir de versões "falsas e fantasiosas".

Segundo o texto, a ex-presidente nunca negociou doações eleitorais ou ordenou pagamentos ilegais a prestadores de serviços em suas campanhas, ou fora delas.

"São mentirosas e descabidas as narrativas dos delatores sobre supostos diálogos acerca dos pagamentos de serviços de marketing. Dilma Rousseff jamais conversou com João Santana ou Mônica Moura a respeito de caixa dois ou pagamentos no exterior. Tampouco tratou com quaisquer doadores ou prestadores de serviços de suas campanhas sobre tal assunto", diz trecho da publicação, assinada pela assessoria da ex-presidente.

Ainda conforme Dilma, é "fantasiosa" a versão de que ela informava delatores sobre o andamento da Lava Jato. "Causa ainda mais espanto a versão de que por meio de uma suposta 'mensagem enigmática', conforme a fantasia dos delatores, a presidente tivesse tentado 'avisá-los' de uma possível prisão. Tal versão é patética."

A assessoria da ex-presidente informou ainda que é falsa a afirmação de que ela teria recomendado que os delatores ficassem no exterior e "é risível imaginar que a presidente da República recebeu informações de forma privilegiada e ilegal ao longo da Lava Jato". "Isso seria presumir que a Polícia Federal, o Ministério Público ou o próprio Judiciário, por serem os detentores e guardiões dessas informações, teriam descumprido seus deveres legais."

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