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Dilma sugeriu transferir dinheiro de caixa 2 para Cingapura, diz delatora

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A empresária Mônica Moura, que atuou nas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff ao lado de seu marido, o marqueteiro João Santana, disse em vídeo da delação acertada com a Justiça que a ex-presidente sugeriu a ela que o casal transferisse o dinheiro recebido via caixa 2 da Suíça para Cingapura.

"Voltei pro Brasil, em 2015, estive com ela [Dilma] algumas vezes e ela sempre preocupada com o avanço da Lava-Jato, com a conta [da Shellbill]. Ela sugeriu uma vez: porque vocês não transferem essa conta? Ela sugeriu uma vez: e se vocês mudassem pra algum lugar, como Cingapura ou algo assim, que ela tinha ouvido falar que era muito seguro", contou Mônica.

Mônica e Santana receberam pagamentos referentes às campanhas em uma conta aberta na Suíça em nome da Shellbill, uma offshore do Panamá. O dinheiro vindo de caixa 2 era depositado nessa conta a mando de Odebrecht, de Eike Batista e de outras empresas.

A conta, aberta no banco Heritage, também recebeu dinheiro para custear campanhas em outros países, como Angola e Venezuela, segundo os delatores.

De acordo com o casal, Dilma temia que a Lava Jato pudesse descobrir que a Odebrecht havia pagado contas de sua campanha se a conta da Shellbill fosse encontrada.

Esse temor era o principal tema das conversas entre Mônica e Dilma ao longo de vários meses, de acordo com a delatora. A petista teria começado a questionar se a conta era segura desde novembro de 2014, logo após vencer a eleição.

O conselho de Dilma não foi seguido. "O João [Santana] falava que não ia mexer de jeito nenhum. Eu não tenho culpa. Enfim, ele não aceitava. Aquelas coisas do João", disse Mônica.

O casal foi preso pela Lava Jato em fevereiro de 2016. Seis meses depois, obtiveram liberdade provisória.

OUTRO LADO

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em nota enviada na quinta-feira (11) por sua assessoria de imprensa, que as acusações dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura "são falso testemunho e faltaram com a verdade em seus depoimentos, provavelmente pressionados pelas ameaças dos investigadores".

No comunicado, a petista disse que "apesar de tudo, a presidente eleita acredita na Justiça e sabe que a verdade virá à tona e será restabelecida".

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