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Fachin vota por condenar Maluf, mas julgamento é adiado

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LETÍCIA CASADO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta terça-feira (9) por condenar o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) por crime de lavagem de dinheiro.

Para o ministro, Maluf ocultou e dissimulou dinheiro desviado da construção da Avenida Água Espraiada (atualmente chamada de Avenida Roberto Marinho), enquanto era prefeito de São Paulo (1993 a 1996).

O julgamento foi interrompido após o voto de Fachin, relator do caso, por causa do horário e deve ser retomado no dia 23 de maio.

O esquema de corrupção utilizou transações no exterior para repatriar os desvios, segundo o Ministério Público Federal.

O MPF responsabiliza Maluf por desvios de mais de US$ 172 milhões. No entanto, parte dos crimes já foi prescrita. Em seu voto, Fachin considerou desvios na ordem de US$ 15 milhões.

"Entendo devidamente constatada a materialidade bem como a autoria do réu Paulo Salim Maluf entre o ano de 1998 e 2006. De forma permanente ocultou e dissimulou vultuosos valores oriundos da perpetração do delito de corrupção passiva utilizando-se para isso diversas contas bancárias e fundos de investimentos situados na ilha de Jersey, abertos em nomes de empresas offshores", disse Fachin em seu voto.

O caso está na Primeira Turma do STF, da qual Fachin fazia parte até fevereiro deste ano, quando mudou de colegiado para participar do sorteio da relatoria da Operação Lava Jato, depois da morte de Teori Zavascki em acidente aéreo.

Também fazem parte do colegiado os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Marco Aurélio e Rosa Weber.

Alexandre de Moraes, que entrou na cadeira de Fachin, não participa deste julgamento.

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