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Ex-executivo da OAS negocia delação e cita propina para partidos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em depoimento ao juiz Sergio Moro, nesta quinta-feira (4), o ex-executivo da OAS Agenor Franklin Medeiros, que é réu em uma ação penal contra o ex-presidente Lula, descreveu pagamentos de propina da empreiteira a três partidos políticos: PT, PP e PSB.

Antes de começar o depoimento, a defesa de Lula questionou a respeito da negociação de um acordo de delação premiada entre executivos da OAS e o Ministério Público Federal. Os procuradores confirmaram a negociação, mas disseram que o compromisso ainda não foi firmado.

Em seu depoimento, Medeiros disse que está disposto a colaborar com a Justiça. Ele afirmou que seus advogados estão conversando com os procuradores, mas não há ainda uma proposta fechada para firmar a colaboração premiada. "Não tenho benefício definido", disse.

O ex-executivo citou um percentual de 2% sobre os valores de contratos para "atender compromissos políticos" e falou em pagamentos na obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Segundo ele, foram pagos pela OAS devido a contratos na refinaria R$ 16 milhões para o PT, R$ 13,5 milhões para o PP e R$ 6,5 milhões para o PSB na campanha de 2010. Os partidos vêm negando as acusações.

Segundo Medeiros, a OAS tinha uma "área que trabalha com vantagens indevidas", chamada de "controladoria".

"Doações a partidos, até de forma oficial, saem do presidente [da empresa], vai para o diretor financeiro e vai para o gerente dessa área."

Ele exemplificou com pagamentos a fornecedores de partidos, como gráficas.

Também citou como um dos responsáveis pela divisão Mateus Coutinho de Sá, que foi alvo da Lava Jato, mas acabou absolvido em julgamento na segunda instância federal.

LULA

O ex-executivo disse que o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, contou que estava tendo "prejuízos" com despesas em benefício de Lula, como o sítio em Atibaia (SP) e o tríplex em Guarujá.

Medeiros disse que a relação do empreiteiro com o petista era próxima e que a empreiteira pressionou o governo federal e o PT para participar de projetos da Petrobras. A defesa de Lula nega e afirma que há um movimento "para apressar um calendário de delações às vésperas do depoimento do ex-presidente", que acontecerá na próxima quarta-feira (10).

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