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ATUALIZADA - PF prende ex-subsecretário de Cabral e diretor da RioTrilhos

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LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal do Rio prendeu, na manhã desta terça (14), um ex-subsecretário de Sérgio Cabral e o diretor da estatal RioTrilhos em mais um desdobramento da operação Lava Jato no Rio.

Nesta etapa, a operação apura desvios na construção da linha 4 do metrô do Rio, que é o trecho que liga a zona sul à Barra da Tijuca.

Os dois mandados de prisão foram expedidos para Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor da RioTrilhos, empresa estatal ligada à secretaria estadual de Transportes, e para Luiz Carlos Velloso, subsecretário de transportes na gestão de Sérgio Cabral, atualmente subsecretário de Turismo do Estado.

A PF confirmou que os dois mandados foram cumpridos.

Segundo as investigações, iniciadas há quatro meses, os presos participavam de esquema que cobrava propina às empreiteiras interessadas em assumir as obras e prestar serviços na construção da Linha 4.

"A propina era paga, principalmente, de forma dissimulada a partir de aditivos que aumentavam os valores devidos, bem como alteravam o escopo técnico das obras", afirma a PF, em nota.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que concentra as decisões ligadas a Lava Jato no Estado.

O grupo que supostamente cobrava propina nas obras do metrô teria agido durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral, preso no final do ano passado no escopo da Operação Calicute, primeiro desdobramento da Lava Jato no Estado. Em janeiro deste ano, a Operação Eficiência decretou a prisão preventiva do empresário Eike Batista.

A fase que investiga desvios nas obras do metrô foi batizada de Tolypeutes, que é o nome científico de uma espécie de tatu-bola. O nome é em referência ao equipamento chamado "tatuzão", que é a máquina que escava o túnel das obras do metrô.

A Linha 4 do metrô do Rio é uma antiga promessa de campanha de Sérgio Cabral e também de seu sucessor, o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

A linha tinha como objetivo ligar Ipanema, na zona sul, à Barra da Tijuca, zona oeste. A linha ficou pronta para os Jogos Olímpicos, realizados em agosto de 2016 no Rio.

A operação teve a participação de quarenta policiais federais, além de integrantes do Ministério Público Federal e Receita Federal.

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