Política

Em mensagem, Temer critica PT por 'ilusionismo' e 'populismo fiscal'

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em mensagem ao Congresso Nacional, o presidente Michel Temer criticou nesta quinta-feira (2) o governo de sua antecessora no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, e disse que o seu governo combateu o "ilusionismo" e o "populismo fiscal" no país.

O texto elaborado pelo peemedebista foi lido no plenário da Câmara dos Deputados pelo segundo-secretário do Congresso Nacional, Gladson Cameli (PP-AC).

Sob pressão da base aliada para escolher um nome do mundo político para o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente desistiu de comparecer à cerimônia na Câmara dos Deputados.

Na mensagem, o presidente elogia a postura e o papel do Congresso Nacional, pede o apoio para a realização das reformas previdenciária e trabalhista e alfineta a gestão petista.

"Com o teto de gastos públicos, imunizamos o Brasil contra o populismo fiscal. O teto é medida de bom senso, que vem de constatação singela: não podemos gastar mais do que nossa capacidade de pagar", disse.

Segundo o peemedebista, no ano passado, quando assumiu o Palácio do Planalto, "a verdade triunfou sobre o ilusionismo". E, de acordo com ele, neste ano, "a confiança triunfará sobre o desânimo".

"Das missões que temos diante de nós, a mais premente é salvar a Previdência Social. O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional proposta de reforma séria e consequente. Sabemos todos que o assunto é sensível, mas é inadiável", disse.

Na mensagem, o presidente lembrou também da crise penitenciária e reconheceu que o crime "atingiu escala inaceitável" e não se pode "tolerar a banalização da violência".

"Muitas prisões converteram-se em espaços de barbárie e de atuação desimpedida do crime organizado. O fenômeno é grave e exige resposta inteligente e articulada", disse.