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Ex-mulher de Sérgio Cabral diz que recebia mesada de R$ 20 mil

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A ex-mulher de Sérgio Cabral, Susana Neves, disse em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (26) que recebia uma mesada de cerca R$ 20 mil de Carlos Bezerra, apontado como o operador do suposto esquema de corrupção liderado pelo ex-governador do Rio. A informação foi divulgada pela Globonews.

Neves foi levada a prestar depoimento coercitivamente no dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação "Eficiência", que investiga suposto esquema de pagamento de propinas a Cabral no exterior. A operação é um desdobramento da Lava Jato, assim como a Calicute, que resultou a prisão do político em novembro passado.

Neves, mãe de dois filhos do ex-governador, entre eles o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), já havia sido citada como uma das pessoas que supostamente seria destinatária de dinheiro desviado pelo esquema.

De acordo com a Globonews, Neves confirmou em depoimento que recebia de R$ 15 mil a R$ 20 mil mensais a título de pensão do ex-marido. As remessas eram feitas em dinheiro, entregues pessoalmente por Carlos Bezerra, apontado como operador de Cabral. Bezerra foi preso junto com o ex-governador.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, Susana teria recebido um total de R$ 883 mil entre 2014 e 2016. Os investigadores identificaram ao menos 13 anotações de pagamento na contabilidade do esquema para uma pessoa identificada pelo apelido de "Susi", que suspeitam ser Neves. O MPF identificou pagamento de outras despesas que seriam da ex-mulher, identificados como "Manoel" ou "motorista Manoel".

De acordo com a Globonews, em seu depoimento na última quinta-feira, Susana Neves disse não saber se os apelidos faziam referência a ela. A ex-mulher de Cabral também teria declarado não saber a origem do dinheiro.

Cabral e Neves são separados há mais de uma década. O ex-governador é casado com a advogada Adriana Ancelmo, presa desde dezembro, também suspeita de participar do esquema.

Neves é neta de Tancredo Neves (1910-1985), prima do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), e do senador Aécio Neves (PMDB).

No dia em que foi levada a prestar depoimento, o advogado Sergio Riera, que representa Neves, negou que ela participasse do esquema investigado.

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