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Veja o que se sabe sobre o acidente

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Quais eram as condições climáticas na hora do acidente?

Chovia forte, havia grande nebulosidade e ocorrência de raios em Paraty, por volta das 13h30. Segundo relatórios climáticos, houve uma mudança rápida na direção dos ventos. Isoladamente, as condições climáticas adversas não causariam a queda do avião.

Qual era a estrutura do aeroporto de Paraty?

O aeroporto de Paraty tem estrutura pequena, voltada apenas para viagens de pequenas aeronaves e voos não regulares. Por isso, não há uma torre de controle responsável por gerenciar a chegada e partida de aviões, como nos grandes aeroportos. Os instrumentos do avião pouco podem ajudar na aproximação da pista, o piloto tem que se guiar por referências visuais. Ou seja, o piloto tem que enxergar a pista durante sua descida. Em condições climáticas adversas, a visualização da pista pode ser prejudicada.

Quais são as principais hipóteses para a queda até agora?

Diante do mau tempo e da queda que ocorreu enquanto o avião se encaminhava para a aproximação final da pista, especialistas apontam que o mais provável é que tenha ocorrido uma desorientação espacial do piloto. Sem referências visuais de onde está o horizonte e o chão, o piloto pode perder a noção de onde está e para onde está levando a aeronave.

A aeronave tinha caixa preta?

O modelo King Air C90, segundo a Aeronáutica, não dispõe de caixa preta que registra os dados do voo (altitude, velocidade, aceleração etc). Mas é possível que o avião tenha a caixa preta responsável pela gravação do áudio dentro da aeronave. Caso o modelo tenha essa caixa preta é preciso que ela estivesse ligada para fazer as gravações. No acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, por exemplo, o aparelho estava desligado. O áudio captado pode ajudar, por exemplo, a entender se houve comunicação entre o piloto e alguém em terra, via rádio, ou se houve algum algum aviso do piloto aos passageiros antes da queda.

Quando começa as investigações?

Desde a noite de quinta-feira (19), militares do Seripa 3, órgão de investigação da Aeronáutica localizados no Rio de Janeiro, estão no local do acidente. Uma equipe de investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), saída de Brasília deverá chegar em Paraty ainda nesta sexta-feira (20). Agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil também já fazem investigações. Como de praxe, um representante da agência americana de segurança aérea também acompanhará a investigação, já que o avião King Air é de fabricação norte-americana.

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