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Na Argentina, Temer minimiza derrotas do PMDB em SP e no RJ

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Após seu partido perder as eleições na duas maiores cidades do país, o presidente Michel Temer minimizou a derrota e destacou que o PMDB quase conseguiu manter o número de prefeituras -em 2012 foram 1.017 e, neste ano, 944.

Temer também se desassociou das perdas em São Paulo e no Rio de Janeiro -dizendo que não participou da campanha de nenhum político- e frisou que é preciso "festejar" a democracia exercida no domingo (2).

"Não saí da sala da Presidência da República [para fazer campanha]. Não gravei um vídeo", disse em Buenos Aires, onde chegou na manhã desta segunda (3) para se reunir com seu par argentino, Mauricio Macri.

De acordo com Temer, ele não apoiou ninguém publicamente porque sua base parlamentar é ampla, com candidatos de diferentes partidos em cada cidade.

Em relação a alta taxa de ausência e de votos nulos em todo o país, Temer admitiu que há uma decepção popular com a classe política e que os partidos precisam "reformular eventuais costumes inadequados" após o recado das urnas.

O dirigente lembrou o caso do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), que venceu no primeiro turno com 53,3% e que destacava, em sua campanha, não ser político e, sim, empresário. "Isso deve ter auxiliado nos votos que ele obteve."

PROTESTOS

Sobre ter votado em um horário diferente do anunciado por sua equipe, Temer disse que não fugiu de protestos, mas que teve que comparecer a um compromisso. "A imprensa estava toda lá e registrou. Agora, se havia protestos mais tarde e eu evitei, tanto melhor para mim e para a democracia."

Cerca de 40 brasileiros se manifestaram contra o mandatário, nesta segunda, diante da Quinta de Olivos, a residência oficial da Presidência, onde ocorreu o encontro com Macri. Temer frisou não se incomodar com os atos e que eles são naturais na democracia.

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