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Após reunião com Lula, Rui Falcão diz que Delcídio não merece credibilidade

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CÁTIA SEABRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após uma reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PT, Rui Falcão, disse nesta quinta-feira (3) que, se confirmados, os termos da delações de Delcídio do Amaral "não merecem credibilidade".
"Se é que ele fez essas declarações, não merecem credibilidade. Porque nunca o ex-presidente Lula fez tratativas como as mencionadas, tampouco a presidente Dilma", afirmou.
Falcão fez questão de frisar que Delcídio foi suspenso do PT. Falcão disse ainda que o senador será notificado pela comissão de ética do partido e, a partir daí, terá dez dias para apresentar sua defesa. Ele também poderá se defender na próxima reunião do diretório nacional do PT, daqui a dois meses.
"Quero lembrar que Delcídio foi suspenso. Não é filiado ao PT", afirmou ele.
Falcão disse ainda que outras declarações do senador se mostraram "infundadas". O presidente do PT afirmou também que as falas do parlamentar foram contestadas pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
"Há informações controversas (sobre a existência da delação). Se é verdade que houve essa delação, nos termos em que ele fala, quero lembrar que quando solto ele deu aquelas declarações, que levaram a sua suspensão, de que tinha acerto com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que estava planejando a fuga do [ex-diretor da Petrobras Nestor] Cerveró. Depois de preso, tem a mesma credibilidade das declarações anteriores".
Embora tenha se reunido com Lula, Falcão disse que a delação de Delcídio não foi objeto da conversa.
Em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral revelou que Lula mandou comprar o silêncio de Cerveró e de outras testemunhas.
Detalhes do acordo foram veiculados pelo site da revista "Istoé", que publicou reportagem com trechos dos termos de delação. A informação de que Delcídio fechou acordo de delação premiada foi confirmada à reportagem por pessoas próximas às investigações da Lava Jato.
O senador também diz que Dilma Rousseff usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ. O ministro Teori Zavascki, do STF, decidirá se homologa ou não a delação.

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