Política

Madeira atua a favor de quem quer destruir PSDB, diz aliado de Alckmin

.

THAIS ARBEX
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aliado e ex-assessor especial do governador Geraldo Alckmin, Fábio Lepique afirma que o ex-deputado Arnaldo Madeira está "prestando um grande papel aos que querem destruir" o PSDB.
Em entrevista à Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (2), Madeira, que é um dos fundadores do PSDB e apoia a pré-campanha do vereador Andrea Matarazzo, acusou o governador de usar a máquina do governo paulista para favorecer a candidatura do empresário João Doria na disputa interna do partido pela Prefeitura de São Paulo.
"Há uma enorme dificuldade de uma turma mais grã-fina do PSDB em aceitar uma liderança nova como o João. Aliás, a mesma turma que sempre questionou a liderança nova que Alckmin representou num passado recente. Se não é da patota está fora. Isso é preconceito puro. Já passou o tempo de meia dúzia resolverem o que fazer e a militância bovinamente seguir tanger do condutor. Isso já acabou no PSDB", disse Lepique à reportagem.
De acordo com ele, que preside o diretório do PSDB na Mooca -onde Doria teve 93 dos 125 votos-, ao falar que o "governador que joga pesado para favorecer esse candidato [Doria] é o mesmo que está escondendo dados do governo", Madeira "parece do PT".
"Ele sempre foi detalhista e muito preparado. Lamento que demonstre ignorância sobre o assunto. [Está] deixando usar sua biografia a favor de gente que quer nos destruir politicamente."
Lepique rebate ainda a afirmação do ex-deputado de que o governador tem feito um claro movimento para "no sentido de construir uma liderança despótica". "Comportamento despótico para mim é de quem não gosta de prévias. De quem não aceita resultado do voto e não respeita a militância. É preciso entender que são outros tempos, é preciso respeitar o novo, o novo que sempre vem."
O aliado do governador disse ainda ser "profundamente injusto" falar em uso da máquina em prol da campanha de João Doria e afirmou que os adversários do empresário na disputa, o vereador Andrea Matarazzo e o deputado federal Ricardo Tripoli, tiveram apoio de "vários tucanos no governo", "diretores de organizações sociais de Cultura, assessores de secretários, assessores políticos e etc."