Política

Para Rui Falcão, é preciso ter cautela com conclusões sobre Santana

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PAULO GAMA, BERNARDO MELLO FRANCO E BRUNO VILLAS BOAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira (26) que é preciso ter "muita cautela" com conclusões das investigações noticiadas e que o país vive um "Estado de exceção em gestação dentro de um Estado de Direito".
"Quando você, em nome do combate à corrupção, começa a passar por cima da Constituição e dos direitos fundamentais, nós temos que nos voltar contra isso", afirmou.
Falcão deu as declarações quando questionado sobre as suspeitas de que o marqueteiro João Santana tenha recebido R$ 4 milhões da Odebrecht durante período eleitoral em 2014, no Brasil.
De acordo com a Polícia Federal, os depósitos em reais teriam ocorrido entre 24 de outubro e 7 de novembro de 2014. No mesmo período, Santana trabalhou para a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) -o relatório da PF, porém, não faz vínculos com o período eleitoral.
"Todas as operações financeiras do nosso partido são feitas dentro das normas vigentes. São doações legais, declaradas à Justiça Eleitoral", explica Falcão.
O juiz federal Sergio Moro prorrogou nesta sexta a prisão temporária do marqueteiro João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, presos desde terça (23) pela Operação Acarajé, 23ª fase da Operação Lava Jato.