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Candidatura de Dilma jamais teve atitude ilegal, diz Edinho Silva

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PAULO GAMA, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) apontou uso político das investigações da Operação Lava Jato e afirmou nesta sexta-feira (26) que a candidatura presidencial "jamais teve qualquer atitude que não fosse dentro da legalidade".
A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre o aumento da pressão pela cassação da chapa de Dilma na Justiça Eleitoral, depois da prisão do marqueteiro da campanha, João Santana, e de sua mulher, Mônica Moura.
"O Tribunal Superior Eleitoral julga em cima de fato, de materialidade, não de especulação e ilação. Não em cima de uma investigação que tem de ser técnica, mas infelizmente é utilizada para disputa política", afirmou.
"A investigação muitas vezes é usada por setores da oposição -não é toda, porque tem gente responsável- mas setores da oposição se apropriam da investigação para fazer luta política."
O ministro deu as declarações ao chegar para a reunião do Diretório Nacional do PT que antecede as comemorações de 36 anos da sigla. O evento acontece em um dos momentos de maior tensão na relação do partido com Dilma Rousseff -que chegou a dizer a aliados que gostaria de não participar do evento.
Edinho atribuiu a possível ausência de Dilma à agenda que a petista cumpre no Chile e disse que sua "vontade política" era estar no evento.
"Não tem distanciamento da presidenta Dilma do PT. A presidenta é filiada ao PT. Ela junto com o presidente Lula são as maiores lideranças do nosso partido", afirmou.
Para o ministro, a crise é o momento de "enxergar aquilo que nos unifica". "O governo não irá tirar o Brasil da crise se o PT, junto com nossa coalizão, não tiver um papel de protagonismo, da mesma foram que o PT não irá superar sua crise sem o governo."
DISTÂNCIA
O apoio do Planalto ao projeto que reduz o peso da Petrobras na exploração do pré-sal, aprovado no Senado na quarta (24), ampliou os desgastes entre o PT e Dilma. Também contraria a militância o engajamento do governo em temas como a reforma da Previdência e a recriação da CPMF.
Na quinta (25), Rui Falcão, presidente da sigla, divulgou texto criticando o projeto aprovado no Senado e deixando clara a disposição do partido em abrir mão de defender a presidente para fazer acenos à sua base social.
Também na véspera do encontro, o partido preparou um documento a ser apresentado nesta sexta-feira com uma agenda que faz contraponto à política econômica de Dilma. O texto propõe medidas como o uso de parte das reservas internacionais para estimular a economia, a redução da taxa de juros e a ampliação de crédito, entre outras propostas que, na avaliação do partido, ajudariam o país a sair da crise.

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