Política

Delcídio pede autorização para viajar a São Paulo

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MÁRCIO FALCÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A defesa do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para que ele viaje por 11 dias a São Paulo para realizar exames médicos.
A solicitação será definida pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. O ministro encaminhou o pedido para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifeste antes de tomar decisão. A expectativa é de que o ministro dê uma resposta ainda nesta quinta (25) aos defensores.
Na terça-feira (23), Delcídio apresentou ao Senado o pedido de licença médica pelo prazo de 15 dias, dias após ter saído da prisão, onde permaneceu por três meses, depois que foi acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Delcídio está em prisão domiciliar, tendo autorização para sair para trabalhar no Senado, mas tem que se recolher em casa de noite e nos dias de folga. Se estiver licenciado ou afastado do cargo, não pode sair sem autorização judicial.
O senador tem sido aconselhado por colegas a não voltar ao Senado imediatamente porque pode ser constrangido pelos demais parlamentares, principalmente os da oposição.
No tempo em que estiver afastado, ele continua a receber o salário, de R$ 33,7 mil, e os benefícios decorrentes do mandato, como auxílio-moradia (de R$ 5,5 mil) e a cota parlamentar.
Enquanto esteve preso, Delcídio também continuou recebendo seu salário e os demais benefícios porque foi colocado em uma licença especial.
Segundo o Regimento Interno da Casa, esse tipo de licença é prevista quando um senador é privado de sua liberdade em virtude de processo criminal em curso. Por isso, o petista pôde continuar no cargo mesmo quando esteve preso.