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Sócio de sítio frequentado por Lula pede para depor à Lava Jato

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os advogados do empresário Jonas Suassuna, um dos donos do sítio frequentado pelo ex-presidente Lula, pediram acesso aos autos da investigação aberta pela Polícia Federal do Paraná e requisitaram que ele seja ouvido pelos procuradores da Operação Lava Jato.
O advogado Ary Bergher, que coordena a defesa de Suassuna, afirma que seu cliente vai franquear o acesso a dados de seu sigilo bancário e fiscal aos procuradores.
Suassuna é sócio de Fernando Bittar no sítio de Atibaia (SP), utilizado pelo ex-presidente Lula. Com base em fornecedores da cidade do interior paulista, a Folha de S.Paulo revelou que parte da reforma na propriedade foi realizada pela Odebrecht.
Testemunhas também afirmam que as obras realizadas entre outubro de 2010 (quando Lula ainda estava na Presidência) e janeiro de 2011, também tiveram a participação da OAS e do empresário José Carlos Bumlai -preso pela Operação Lava Jato, em novembro do ano passado.
A ligação das empreiteiras investigadas no petrolão com o sítio frequentado pelo ex-presidente é objeto de um inquérito da Polícia Federal em Curitiba.
As ligações de Suassuna com Fábio Luis Lula da Silva, filho mais velho do ex-presidente, são antigas.
Os dois foram sócios na Gamecorp, produtora de de programas de TV sobre games. Em janeiro de 2005, durante o primeiro governo Lula, a empresa recebeu um aporte de R$ 5 milhões da Telemar, telefônica com interesses no governo federal, mas nunca foi provado que houve tráfico de influência. Desde 2007, Fábio Luis mora em imóveis pagos por Jonas Suassuna.

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