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Abertura do Fórum Social Mundial reúne 10 mil pessoas em Porto Alegre

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FELIPE BÄCHTOLD
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Uma marcha pelo centro de Porto Alegre com 10 mil pessoas nesta terça-feira (19) marcou a abertura do Fórum Social Mundial, que reúne movimentos sociais e organizações de esquerda. A estimativa é da Brigada Militar gaúcha, equivalente à Polícia Militar.
Críticas ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram os principais temas levantados pelos manifestantes durante a passeata.
Ativistas das mais variados correntes, como indígenas, sem-teto, feministas e movimento negro, integraram a passeata. O ato foi puxado por carros de som de centrais sindicais, como a CUT e a CTB (Confederação dos Trabalhadores do Brasil).
Nos discursos, apareceram várias manifestações de apoio a Dilma mas também críticas a cortes do ajuste fiscal promovido pelo governo. Na concentração, um grupo de ativistas montou uma barraca de venda de materiais contra o impeachment. Uma camiseta com a inscrição "Fora Cunha" era vendida a R$ 15.
O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto (PT), participou da passeata em uma ala composta por políticos gaúchos, como o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), e o ex-governador Olívio Dutra (PT).
Ao chegar ao evento, o ministro defendeu um "diálogo" permanente do governo com os movimentos. No ato, ele exibiu na camisa um adesivo confeccionado pelo PT dizendo "Não ao golpe" em quatro idiomas.
Outros ministros de Dilma devem participar dos debates do fórum, que vão até o próximo sábado.
A Petrobras é uma das patrocinadoras do encontro, para o qual destinou R$ 800 mil. Procurada, a empresa disse que apoia financeiramente o evento desde 2001 e que o encontro mantém atividades sobre o desenvolvimento econômico-social e cultural do país.

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