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Deputados da base e da oposição divergem sobre leve melhora de Dilma

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REYNALDO TUROLLO JR.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A leve melhora na imagem da presidente Dilma Rousseff, revelada pelo Datafolha neste domingo (20), foi vista por deputado da base como uma reação à "injustiça" que a petista tem enfrentado na Câmara. Já para a oposição, a variação foi insignificante.
Segundo o Datafolha, depois de atingir o recorde de desaprovação em agosto, de 71%, o índice recuou agora para 65%. No sentido oposto, a aprovação, que havia chegado ao seu mínimo em agosto, 8%, oscilou para 12%.
Para um dos vice-líderes do governo, deputado Sílvio Costa (PT do B-PE), a pesquisa, realizada nos dias 16 e 17, captou o "otimismo" de parcelas da população em relação a 2016, em parte influenciado por um aquecimento da economia no mês de dezembro, especialmente em setores como comércio e turismo.
"[A pesquisa] Reflete, sobretudo, o otimismo que uma parcela da população começa a perceber em relação a 2016 e, claro, reflete a injustiça do Eduardo Cunha [PMDB-RJ], da Câmara, que está tentando assaltar o mandato da presidente", afirma.
"Reflete aquilo que o Brasil já sabe: que a presidente Dilma é uma mulher digna, uma mulher honrada", diz o vice-líder do governo.
Na opinião dele, a variação da aprovação ao governo detectada pelo Datafolha não é pequena. "Ela estava com 8% de aprovação, e foi para 12%. Então, é um crescimento de 50%", diz o deputado.
FUNDO DO POÇO
O líder da oposição na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), discorda dessa avaliação e afirma que a variação foi "próxima do piso", pois o cenário de descontentamento não mudou.
Para Araújo, era impossível que a desaprovação a Dilma caísse abaixo do percentual atingido em agosto porque as pessoas que, àquela altura, consideravam o governo ótimo ou bom eram ligadas ao próprio PT ou a movimentos sociais –e dificilmente mudariam de ideia agora.
"A presidente já havia chegado a um piso que nenhum outro presidente tinha conseguido chegar. Não houve melhora no cenário nem na confiança no governo. Ela estava no fundo do poço e não tinha como baixar. [A variação] É uma volatilidade próxima do piso", afirma o deputado.
Araújo também diz que há uma melhora de clima com a chegada das festas de dezembro, o que pode ter influenciado o resultado da pesquisa. Ele prevê que os índices piorem para o governo após o Carnaval.

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