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Renan tenta imprimir no Senado clima de normalidade após operação da PF

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MARIANA HAUBERT E DANIELA LIMA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Num dia que começou marcado por excepcionalidades, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou nas últimas horas imprimir clima de normalidade à Casa que comanda.
Renan manteve as agendas já marcadas para esta terça-feira (15) e capitaneou uma reunião com os líderes partidários. Tratou, segundo relatos, apenas da pauta legislativa.
Aliados do peemedebista são alvos da nova fase da operação Lava Jato, a Catilinárias. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 53 mandados de busca e apreensão. Dois ministros filiados ao PMDB estão entre os investigados, além do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre outros políticos. Procuradoria chegou a pedir uma busca na casa de Renan, mas o STF negou.
À imprensa, Renan evitou comentar as apurações em curso. Limitou-se a dizer quer tem colaborado com as investigações sempre que lhe é solicitado e que não tinha novas informações sobre o caso.
Ele chegou ao Senado por volta das 11h e participou de uma missa de Natal celebrada no Salão Negro do Congresso Nacional. O evento contou com a participação do coral do Congresso e foi pouco prestigiado, tanto por parlamentares quanto por servidores.
Acompanhado pelos senadores Jorge Viana (PT-AC), Vicentinho Alves (PR-TO), Elmano Férrer (PTB-PI) e Fernando Bezerra (PSB-PE) -este último também citado nas operações de hoje-, Renan assistiu a todo o rito com ar solene e sereno.
A missa foi celebrada pelo vigário geral da Arquidiocese de Brasília, padre André, e pelo padre Aleixo. Durante a cerimônia, os padres lembraram que aquele era um momento de "pedir perdão a Deus, reconhecendo as nossas culpas". Ninguém abaixou a cabeça para rezar neste momento.
Na homilia, o padre André afirmou que o Natal é tempo de se fazer "um resgate das nossas ruínas, ruínas essas provocadas pelo pecado". Renan fez a leitura da "Liturgia da Palavra". "Como são belos, andando sobre os montes, os pés de quem anuncia e prega a paz, de quem anuncia o bem e prega a salvação", leu.
O presidente do Senado deixou a cerimônia caminhando com calma. Evitou se alongar nas falas a jornalistas e se recolheu no gabinete, onde deu sequência à agenda.
Quem esteve nas reuniões descreveu um Renan controlado e tranquilo. O presidente esteve com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TCU (Tribunal de Contas da União) para debater o novo Código de Processo Civil. Também recebeu o presidente do Sebrae, Guilherme Afif, para tratar da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
Depois, esteve ainda com ativistas dos direitos humanos que pediam mudanças numa lei para evitar abrandamentos na norma que trata do trabalho escravo.
Entre os militantes estava o ator Wagner Moura. Ele foi tietado por parlamentares no gabinete da Presidência. Renan não pediu foto.
Nem todos compraram a aparente tranquilidade que reinava nos corredores da Casa. "Na verdade, toda a população está vendo que a situação é de completo constrangimento. Precisamos achar um contorno definitivo para a crise. Não adianta tentar tapar o sol com a peneira", afirmou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). "Como senador, preocupa-me essa falta de credibilidade da instituição. A todo tempo a pauta é interrompida por escândalos que comprometem deputados e senadores."
No início da tarde, o peemedebista deixou a Casa para almoçar com aliados e avaliar o cenário. Renan, que vinha dominando o debate político por ter se tornado o último bastião de apoio à presidente Dilma Rousseff, vai definir seus próximos passos. E, principalmente, segundo pessoas próximas, se seguirá no mesmo caminho.

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